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Patrocinadores

Petrobras, Ministerio da Cultura, Governo Federal

Realização

 

Linha do Tucum

 

Sobreviver na floresta não é uma tarefa fácil: ausência total do Estado, falta de comunicação, transporte, assistência médica e epidemias como malária. Com este projeto conseguimos construir uma oficina de artesanato (montagem e beneficiamento de sementes), aquisição de ferramentas e pequenos motores. Benefícios imateriais-culturais também foram alcançados, como a elevação da auto-estima, auto-imagem, valorização do "saber fazer".
Tecer a linha do tucum requer muita atenção e habilidade, os espinhos são enormes.  A linha do tucum é muito resistente a a nível simbólico representa a  linha da lealdade, a linha que não se rompe, a linha das relações.
As palmeiras, especialmente o tucum  são consideradas abençoadas pela comunidade, elas dão o alimento, o remédio e o artesanato, fazem parte do universo mítico e material no dia a dia. Essas famílias que vencem o desafio de viver dentro da floresta são seus verdadeiros guardiões. São zeladores não remunerados que deveriam receber uma bolsa floresta pelos serviços prestados ao meio ambiente.
As atividades com recursos florestais não-madereiros se apresentam como uma das melhores formas de se manter a floresta em pé, aliando o uso a conservação do meio ambiente caminhando para a tão sonhada sustentabilidade. A valorização dos saberes tradicionais associada a novas técnicas artesanais consolida a criação de um novo modelo de ocupação dos ambientes amazônicos, um modelo comunitário, ecológico e espiritualista.

Somos um povo unido e podemos desenvolver nossos projetos com união, solidariedade e independência. Estamos na cidade e na floresta plantando nosso corredor verde e lembrando das palavras do Padrinho Sebastião: "só estarão seguros aqueles que agarrarem os raminhos verdes”. Daimistas, amigos e simpatizantes juntos podemos manter o projeto vivo.
ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!

Enviaremos informações atualizadas sobre o numero de kits e os valores doados regularmente pelo Boletim do Instituto CEFLURIS e no site Linha do Tucum.


Sobre o projeto

 


Aproveitar o uso do fio de uma palmeira endêmica na região amazônica, conhecida como Tucum e buscar o resgate do seu uso herdado dos índios através das primeiras gerações de seringueiros, representa uma oportunidade de associar a arte da vida na floresta e geração de renda. 

O projeto Linha do Tucum faz parte do Programa Petrobras Cultural - Patrimônio Imaterial, teve início em agosto de 2008 e está sendo desenvolvido no coração da floresta amazônica, na região de fronteira entre o Acre e o Amazonas, na Vila Céu do Juruá.

A linha do Tucum é muito resistente. Simbolicamente representa a “linha da lealdade”, pois nunca se rompe. Dela é possível produzir redes, bolsas, tarrafas (para pesca) e artesanato.

A idéia é valorizar o artesanato caboclo, a fiação da linha do Tucum e o aproveitamento de outras fibras, sementes locais para comercialização, levando em conta o manejo mais adequado desses recursos naturais.

O livro, “Linha do Tucum: Artesanato da Amazônia”, reúne materiais de pesquisa bibliográfica, dados de campo e entrevistas realizadas com os especialistas da comunidade (fiandeiras, mateiros, erveiros, curandeiros) ressaltando informações relevantes acerca das espécies vegetais utilizadas na confecção do artesanato caboclo, como técnicas de cultivo e manejo, usos etnobotânicos e o seu papel fundamental na reprodução sócio-cultural das comunidades do Vale do Juruá. Para adquirir entre em contato por email.
O documentário “Linha da Lealdade” gravado na comunidade Vila Céu do Juruá, destaca o trabalho de artesanato desenvolvido a partir da fibra da palmeira do Tucum como uma possibilidade de sustentabilidade para os habitantes da região. 

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